O Banco de Olhos do Hospital de Olhos do Paraná acaba de lançar o Programa Transplante Fila Zero. A iniciativa vale para todo o país e a princípio será realizada até dezembro. O objetivo é acabar com filas de até dois anos existentes em determinadas regiões pela falta de doadores de córnea e com a demora que pacientes já com a indicação para o transplante enfrentam para conseguir agendamentos pelo SUS, nas unidades básicas de saúde.
Para inscrever-se ao Programa Transplante Fila Zero basta o candidato ter indicação comprovada ao transplante. Ele receberá todo o tratamento pelo SUS, sem custos, diretamente nas unidades do Hospital de Olhos do Paraná, em Curitiba. As consultas podem ser agendadas por telefone todas as sextas-feiras, das 8h às 10h no ambulatório do Programa, pelo número (41) 3068-1066; ou, em breve, cadastrando-se pelo site www.transplantefilazero.com.br
Não existe impedimento para candidatos já inscritos nas centrais de transplantes de outros estados. Essas pessoas serão instruídas apenas a assinarem termo de transferência para que tenham a sua posição recalculada na fila de transplantes e, consequentemente, a córnea liberada.
O oftalmologista Hamilton Moreira, coordenador do Banco de Olhos do Hospital de Olhos do Paraná diz que a iniciativa foi possível porque a fila para o transplante de córnea na instituição está zerada desde o mês de agosto. Desde então, o hospital passou a ceder uma média de 50 córneas por mês para centrais de transplantes de estados como o Pará, Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, entre outras.
Nessas regiões e em boa parte do país, 26 mil pessoas ainda aguardam a sua vez de realizar o transplante. A principal indicação para a cirurgia é a ceratocone – deformidade que provoca perda progressiva da visão e se caracteriza pelo formato cônico que a córnea assume.
Os pré-requisitos à cirurgia são a sua comprovada indicação, além dos seguintes exames: hemograma e coagulograma. Pacientes acima da faixa etária dos 50 anos devem apresentar também eletrocardiograma. E quem tem histórico de doença cardíaca ou respiratória deve levar, no dia da consulta, os resultados dos exames citados anteriormente (eletrocardiograma e Raio-X de tórax).